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Domingo, 31 de Outubro de 2010
Pensar o Estado

Tony Judt, historiador e ensaísta britânico tão brilhante como iconoclasta, desaparecido recentemente, legou na sua derradeira obra - Um tratado Sobre os Nossos Actuais Descontentamentos - uma poderosa reflexão acerca das angústias do Homem contemporâneo. 2010-10-24

SELECÇÃO E REEDIÇÃO POR ELMANO MADAÍL

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Keynes foi mais longe. A principal tarefa dos economistas, escreveu, é "distinguir novamente a Agenda do governo da Não-Agenda". É óbvio que a dita agenda varia com a política dos que a exercem. Os liberais talvez se limitassem a mitigar a pobreza, a desigualdade extrema e a desvantagem. Os conservadores restringiriam a agenda à legislação que favorecesse um mercado competitivo bem regulado. Mas não se discute que o Estado precisa de uma agenda e de um modo de a executar.

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Com o tempo, o mercado torna-se o seu pior inimigo. Os esforços dos promotores do New Deal para reerguer o capitalismo americano tiveram como opositores muitos dos que acabaram por beneficiar dele. Mas embora o fracasso do mercado possa ser catastrófico, politicamente o sucesso do mercado é igualmente perigoso. A função do Estado não é só apanhar os cacos quando uma economia subregulada rebenta. É também conter os efeitos do lucro imoderado.

Há coisas que o Estado consegue que nenhuma pessoa ou grupo conseguiria sozinho. Assim, embora um homem possa, à sua custa, construir um caminho à volta do seu jardim, dificilmente fará uma estrada até à cidade vizinha. Não é novo: é familiar aos leitores da Riqueza das Nações, de Adam Smith, que há instituições públicas que uma sociedade necessita, e cujo "lucro nunca pagaria a despesa de qualquer indivíduo ou pequeno número de indivíduos".

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Conclui-se que a 'mão invisível' não é muito útil na legislação prática. Há demasiadas áreas da vida em que não se pode confiar que ao fazer só o que achamos melhor para cada um de nós estejamos a promover o interesse colectivo. Hoje, quando é óbvio que o mercado e o jogo livre dos interesses privados não se unem para vantagem colectiva, temos de saber quando intervir.

publicado por carambola às 12:04
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